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Filme de 1956, com James Dean, Elizabeth Taylor e Rock Hudson ambos atuando com maestria, tornam essa película um privilégio pra quem assiste.
O filme tem duração de 3 horas e o desenrolar do roteiro muito me lembrou o ritmo das novelas Brasileiras.
Liz Taylor
Elizabeth Taylor, me provou (mais uma vez) a grandiosidade artística, nesse filme ainda exibia pela tênue idade a peculiar e feroz beleza dos olhos verdes. Em atuação sútil, Liz através da personagem mostram uma mulher forte ligada a causas humanitárias e valores familiares.
James Dean
E James Dean com o legado da expressiva arte que o seu derradeiro longa representa na história do cinema .Essa admiração envolve toda a capacidade de sair do lugar comum, extraída através de um simples papel, além claro, de uma pitada da atenção pelo que representou o “show funébre” de sua trágica morte no imaginário dos cinéfilos. Dean deixou prematuramente o cinema, e um posto que na minha opinião somente Heath Ledger conseguiu aproximação.
Rock Hudson
Rock Hudson, representa bem uma geração de atores com mediana e linear expressão. Talvez pelo próprio papel com caráter frio e machista do rancheiro Texano e tendo o longa destaque voltado para Liz e Dean que interpretam papéis com maior vivacidade.
Cenas marcantes
Entre as cenas mais representativas estão uma em que Jordan (Rock Husdon) e Leslie (Taylor), conversam no quarto antes de dormir, falam dos filhos, da vida e a percepção de que estão envelhecendo. Muito bonita essa cena! Simples e representativa de valores familiares.
Outra marcante é do momento em que Jet (James Dean) chega na fazendo de Jordan banhado de petróleo que acabara de perfurar em seu pequeno pedaço de terra herdada ( no final do filme ) e também do mesmo Jet (James Dean) quando milionário, desmaia de bêbado no momento em que discursaria para autoridade do Texas. Sensacional!

Cena do discurso:

Fotografia
A fotografia do filme é fantástica; são retratados os grandes espaços de terra seca do Texas no modo objetiva grande angular. As imagens da seca paisagem por vezes narram a própria história de sofrimento e trabalho no ambiente pouco favorável. Fotografia como elemento narrativo é que se vê no filme.
Trilha sonora
A Trilha sonora segue um estilo antigo de cinema, onde a música é contínua e de composição exclusiva para cada uma das cenas.
Direção
O Diretor George Stevens não se utiliza de nenhum “close” de rosto dos personagens durante o filme. Isso a princípio parece estranho, pelo fato de que acostumamos com cenas de diretores modernos e seus supercloses de expressão e sempre estamos atentos a reação dos personagens, no longa George se utiliza bastante da técnica de planos americanos.
Sensacional, em roteiro, elenco e fotografia!
Vale muito a pena assistir e se surpreender com um filme clássico. É inovador e universal pelo contéudo.
Continuando a saga de ver filmes que já deveria ter visto, mas não tinha visto ainda, lide: os grandes clássicos do cinema. Assisti essa semana o filme da década de 40, ”The Grapes of Wrath” (título em português ficou sendo As Vinhas da Ira) estrelado por Henry Fonda (Pai da Jane Fonda) e dirigido por John Ford. Esse filme é adpatado de um romance do escritor John Steinbeck e foi agraciado com os Prêmios Pulitzer - 1940 e Prêmio Nobel de Literatura em 1962. ( quem me contou esses detalhes foi a Wiki)
O filme tem roteiro e beleza fotográfica brilhantes apesar da versão P&B. O tom nostágico dos personagens quando citam sua terra, de onde foram forçados a abandonar pelas adversidades econômicas é impressionante. Pelo conjunto o longa mostra de maneira contundente o caos e miséria que se instalaram devido o caos na economia da época.
Terra e produção agrícola são argumentos que incitam forte paixão dos personagens e esse é o motivo que os leva a viajar em um velho carro partindo do estado de Oklahoma até a California em busca de oportunidades de prosperidade nas novas terras férteis e verdes.
Uma cena que marca isso é a que mostra a desapropriação da fazenda vizinha da família Joad, o pai da família emociona:
A cena final com o texto marcante dito pela mãe Joad (ela que durante todo o longa exerce grande importância nas decisões do grupo viajante) representa um bonito e verdadeiro exemplo da força moral que a figura feminina dá aos homens da família. É uma atuação que dá orgulho de ver:
Excelente Filme! Sem efeito especiais, sem música elaborada, mas com o roteiro da pura expressão da verdade que as famílias de uma época viveram.
Jonh Ford entrou na lista Premium de diretores, o próximo dele vai ser “Como era Verde o meu Vale” de 1942.















